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Agricultora aumenta produção, gera renda e manda filha à faculdade após chegada do Plano Mais IDH

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Marinilde Silva conseguiu mandar a filha à faculdade. Foto: Divulgação

Marinilde Silva tinha dificuldades de fazer dinheiro com a pequena criação de aves que tinha em Cajari. Chegaram, então, alguns técnicos à cidade, que passaram a mostrar como ela podia aumentar e melhorar a produção. Ela não só aumentou a produção como também realizou o sonho de mandar a filha para a universidade.

Essa é uma das muitas histórias de pequenas produtoras que tiveram a vida transformada com o Plano Mais IDH, lançado pelo governador Flávio Dino em 2015 para melhorar a qualidade de vida nas 30 cidades mais pobres do Estado.

O Plano Mais IDH envolve várias ações. Parte delas é feita pelos 90 técnicos da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp) que percorrem as cidades ensinando técnicas para os moradores. Isso é feito por meio de tecnologia, treinamentos e outras ferramentas.

“Não sabíamos como era realmente, o tanto de comida [necessária para as aves], o ponto de corte”, conta Marinilde Silva ao se lembrar da época antes da chegada dos técnicos.

Depois, a coisa começou a mudar. “Foram novos conhecimentos que não tínhamos. Agora já estou no terceiro lote. Vendi a primeira safra e, além disso, pude dar alimento para a minha filha, a minha família e outras pessoas.” Ela também ajudou outros moradores da cidade: “Foi feita, inclusive, doação”.

“Com o dinheiro [gerado a partir] do programa, eu pude pagar a inscrição para a minha filha chegar até a faculdade – tanto para concluir o ensino médio em Penalva quanto para chegar à UFMA de Bacabal”, afirma.

O técnico da Agerp José Maria explica que, além de trabalhar com agricultura de corte, Marinilde complementa a renda com a horticultura. “Ela é uma quebradeira de coco dessa comunidade. Inclusive tem sucesso porque hoje tem os filhos que estão sendo formados, através do projeto”.

Novas perspectivas

Zileide

‘Melhorou muito’, diz Zileide da Conceição. Foto: Divulgação

A Agerp tem 9 mil famílias cadastradas para receber apoio e novos conhecimentos. A maioria das famílias é chefiada por mulheres.

Uma delas é a agricultora Zileide da Conceição. Ela começou a produzir artesanato de forma mais eficiente após a chegada dos técnicos: “Melhorou muito, tem mais saída agora”. Ela mora em Cajari e faz miçangas, colares, pulseiras, anéis e outros itens.

“Ela tem conseguido melhorar a condição de vida. Ela não tinha perspectiva. A partir do momento em que teve essa inclusão produtiva, melhorou a qualidade de vida”, diz Janaira Sá, gestora regional da Agerp.

A também agricultora familiar Maria do Socorro diz que, antes do Plano Mais IDH, “a gente era esquecido, a gente nunca foi visto como ser humano, nunca teve esse apoio”.

“Mas com esse governo, a gente recebeu esses projetos e teve um grande êxito na produção. Vem nos incentivando e acompanhando mensalmente”, acrescenta.

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