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Ato homenageia a memória de militantes que lutaram pela instituição da democracia brasileira e repara vitima de violência institucional promovida pela Ditadura Militar

Em 31/03/2019

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O Governo do Maranhão, promoveu, neste sábado, 30, o ato “Democracia sempre, ditadura nunca mais”, marcado pela solenidade de assinatura do projeto de lei, que concede pensão ao líder camponês, Manoel da Conceição, como reconhecimento e reparação de violência institucional sofrida no período ditatorial. O evento foi um manifesto contra as violações promovidas pela Ditadura Militar, que recordou e homenageou também dois militantes maranhenses históricos que lutaram pela instituição da democracia brasileira, Maria Aragão e Bandeira Tribuzi.

O evento começou com a assinatura de projeto de lei de iniciativa da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) pelo Governador Flávio Dino, que afirmou que atos como estes são fundamentais para conhecermos a história e evitarmos os erros do passado. O governador recordou como conheceu cada um dos homenageados e destacou a importância de homenagear figuras que foram referência na luta por justiça social em três vertentes: nas artes, através do conhecimento cientifico e nas lutas dos trabalhadores rurais.

Para o Secretário de Estado da Sedihpop, Francisco Gonçalves da Conceição, hoje deve ser um dia para ser dedicado a verdade e a memória, uma verdade em respeito à história, que reconheça que houve um Golpe Militar no Brasil, que que violou os Direitos Humanos e a dignidade das pessoas, assim, celebrar este golpe é um ato contra a Constituição Federal. E é um ato de memória para que isso não se repita. Por isso, o Governo do Maranhão, presta uma homenagem a Maria Aragão e a Bandeira Tribuzi e uma reparação história a Manuel da Conceição, como uma maneira de afirmar a “democracia sempre, ditadura nunca mais”.

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Estiveram presentes no evento, familiares dos homenageados que falaram da importância do reconhecimento da luta dessas pessoas, que simboliza um respeito a memória e a verdade, conquistadas com o estudo de inúmeros pesquisadores. Para Gabriela Campos, neta de Tribuzi, a homenagem é uma maneira de manter viva a história da sua família e de outras famílias que passaram pelas mesmas perseguições que o seu avô. Gabriela lembrou também, as dores da avó, que sofreu com constrangimentos e afastamento do marido no período de sua gestação que coincidiu com uma de suas prisões por ser considerado “subversivo”.

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O advogado, Mário Macieira, neto de Maria Aragão, agradeceu a homenagem e afirmou que o momento representa um compromisso com a democracia. Destacou que o ato ocorrer na Praça Maria Aragão era algo extremamente simbólico, pois foi uma homenagem à Maria Aragão e não aos seus torturadores.

Manoel da Conceição esteve na cerimônia e ouviu Flavio Dino falar da admiração por sua história e da felicidade de vê-lo sorrir ao ser tratado com a devida justiça. Manoel foi preso, torturado e exilado no período ditatorial e tornou-se símbolo da resistência contra Ditadura. Militante do Partido dos Trabalhadores, Manoel foi resistência em defesa dos direitos para trabalhadores do campo, enfrentando coronéis e criando um sindicato que chegou a ter mais de 100 mil membros.

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