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Segunda edição do projeto Escravo Nem Pensar é concluída com êxito no Maranhão

Em 9/05/2019

A Ong Repórter Brasil apresentou, hoje (9), o relatório do projeto Escravo Nem Pensar 2018, desenvolvido em parceria com a Organização Mundial do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho do Maranhão (MPT-MA), Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), e Comissão Estadual de Erradicação ao Trabalho Escravo (Coetrae). O objetivo do projeto desenvolvido nas escolas públicas é prevenir os jovens do Trabalho Escravo Contemporâneo, que acomete milhares de maranhenses no campo e na cidade – Segundo a OIT, O Maranhão ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de naturalidade de trabalhadores resgatados.

Dentre os resultados apresentados pela coordenadora nacional do programa, Nathália Suzuki, destaca-se o número de pessoas prevenidas do Trabalho Escravo, nesta segunda edição do projeto, no Maranhão: mais de 217 mil pessoas impactadas diretamente, quase o dobro da primeira edição que preveniu 131 mil pessoas dessa prática degradante. Suzuki assinalou, ainda, o papel relevante de atuação da Coetrae do estado – a primeira instituída no país – diante de um contexto político adverso.

O secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular e também presidente da Coetrae, Francisco Gonçalves, destacou o trabalho de prevenção como uma das principais formas de combate ao Trabalho Escravo, visto que os alarmantes números de trabalhadores em condições análogas à escravidão que se tem conhecimento, no Brasil, tratam apenas de trabalhadores resgatados. “Temos mais de 53 mil trabalhadores resgatados no Brasil e, dada a dificuldade de localização desse trabalhador e à falta de recursos humanos e financeiros dos órgãos de fiscalização, acreditamos que este número se trata apenas da ponta do iceberg”, avaliou.

O procurador-chefe do MPT-MA, Luciano Aragão, destacou a relevância do projeto para a sensibilização da sociedade, não apenas com a pauta do Trabalho Escravo, mas para a temática dos Direitos Humanos de modo geral e acrescentou: “Além disso, boa parte da comunidade fora da escola é impactada indiretamente, como as famílias e amigos desses alunos”.

Escravo nem pensar

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